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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ajuda para invisuais no norteshopping e colombo

Estudos revelam que aproximadamente 1% da população portuguesa possui deficiência visual, num número que se estima em cerca de 163 mil. Com este dado em mente, a Sonae Sierra aliou-se à empresa portuguesa Moniz Dias na criação do sistema Guio, uma solução tecnológica apresentada como pioneira a nível mundial, que tem por objectivo orientar e informar pessoas cegas e amblíopes.
Numa fase inicial o Guio será implementado nos espaços do Centro Comercial Colombo e NorteShopping. Nos balcões de informação de cada centro estão disponíveis seis unidades móveis, designadas por BeepMóveis, que fazem uma breve apresentação áudio sobre o centro, o número de lojas, os serviços disponíveis e os acessos, orientando os visitantes com limitações visuais de acordo com os pontos cardeais. O seu funcionamento é garantido por unidades fixas instaladas em pontos estratégicos em todo o centro, que são activadas quando os BeepMóveis entram na sua área de intervenção, estabelecendo de forma automática a ligação com o aparelho e viabilizando o fornecimento de informações úteis relativas aos locais onde o utilizador se encontra. Um contacto telefónico de emergência do centro, informações relativas à hora, data e temperatura ambiente são outros dos dados disponibilizados pelo Guio.
Consoante a aceitação por parte do público o projecto será estendido a outros centros sob a alçada da Sonae Sierra. Desenvolvido ainda em colaboração com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, o projecto implicou por parte da Sonae Sierra, na sua implementação nos dois centros, o investimento de 150 mil euros.
Criámos um site, para complementar a informação descrita no blog: 

http://www.tecnologias.pt.la/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Volta ao Mundo de barco em 140 dias - PlanetSolar

No dia 25 de Fevereiro de 2011 o maior barco solar do Mundo – o PlanetSolar – foi apresentado em Kiel, Norte da Alemanha. Equipado com uma tecnologia de linhas futuristas, pretende antes de mais mostrar que as energias renováveis são altamente eficazes. Este mês de Março, já começam a ser feitos os primeiros testes no mar.
O PlanetSolar apresenta-se como um desafio de gestão energética: “Se gastarmos mais energia do que aquela que a natureza nos fornece, esgotamos as reservas e o navio não avançaria”. Esta é a mensagem do projecto, ou seja, um intento de consciencializar a sociedade a não desperdiçar os recursos que dispomos.

Para chamar a atenção para a importância das energias renováveis, dará a volta ao planeta, a partir do próximo ano.
O projecto é apoiado pelo ministério suíço das Relações Exteriores e pelos estados de Neuchâtel e Vaud e irá zarpar pela primeira vez no 821° aniversário do porto de Hamburgo, de 7 a 9 de Maio – considerada a "maior festa portuária do mundo". Realiza-se desde 1977 e atrai anualmente perto de um milhão de pessoas.

A viagem de volta ao Mundo estava prevista começar em Abril de 2011, a partir de um porto do Mar Mediterrâneo, em 140 dias e praticamente sem causar poluição ou ruído, informa a PlanetSolar na página oficial.

O navio tem 30 metros de comprimento, 15 metros de largura, 500 metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos e pesa 60 toneladas. A energia solar garante uma velocidade máxima de 15 quilómetros por hora.
Para a sua concepção foram feitos vários estudos. Os investigadores tiveram de determinar as suas dimensões e formas ideais em função do percurso. Os engenheiros devem gerir a propulsão, a concepção dos painéis e do stock de energia, os materiais e condições externas.

Já passeou no seu submarino hoje?

Uma empresa da Coreia do Sul lançou recentemente uma espécie de submarino recreativo compacto e de uso pessoal. Chama-se Ego e foi desenvolvido pela Raonhaje. As pessoas que o usarem não precisam de ter formação especializada nem usar equipamento especial para poder ver debaixo do mar. A empresa afirma que conduzir o Ego é quase intuitivo.

O submarino tem espaço apenas para duas pessoas


O pequeno submarino tem espaço apenas para duas pessoas e alcança uma velocidade máxima de apenas cinco nós, isto é, quase dez quilómetros por hora. O motor de propulsão é eléctrico e é possível recarregá-lo em até dez horas - o que, segundo a empresa, protege o meio ambiente e os ecossistemas marinhos.


 

O Ego foi desenhado de forma a ter os mesmos comandos que um carro e integra mesmo um pedal de aceleração. Existe em várias cores e há mesmo uma edição de luxo para um público bastante restrito. Tem um casco flutuante e o vidro é 200 vezes mais resistente do que o de uma janela normal, composto por material acrílico, tem 20 milímetros de espessura e resiste à pressão da água.

Está equipado com um motor mais eficiente e duradoiro comparativamente a um tradicional. O submarino dispõe ainda de um ecrã de alta resolução, ligado a uma câmara que permite confirmar a situação da água e a orientação. Tem também uma sonda de profundidade que previne o piloto e protege o casco contra possíveis colisões, contra corais por exemplo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Barcelona acolhe o maior catamarã ecológico da Europa

A embarcação ecológica – Eco Slim – não se limita à navegação fluvial, como a maioria delas, mas sim ao turismo. O modelo recente já zarpou ontem pela primeira vez pela costa de Arenys de Mar e será possível vê-lo durante a semana santa na marinha de Barcelona.

 

O Eco Slim é capaz de alcançar de oito nós de velocidade (14,82 km/h), graças ao seu design eficiente que permitiu reduzir para metade o seu peso. Este projecto deve-se ao esforço de um grupo de investigadores da Universidade Politécnica de Catalunha (UPC), cuja estrutura reduz em cerca de 20 por cento a resistência hidrodinâmica por ser construída mediante um sistema de infusão a vácuo, que é usado pela primeira vez em Espanha.


Tem painéis solares, turbinas eólicas e pilhas de hidrogénio.


A UPC regula as fontes de energia que alimentam o catamarã, impulsionado por painéis solares, turbinas eólicas e pilhas de hidrogénio. Tem uma autonomia de quatro horas. Segundo um dos investigadores, Ricard Boch, disse a um diário espanhol, “um barco equivalente necessitaria de um motor a diesel quatro vezes maior”.
O Ministério da Ciência e Inovação espanhol financiará 75 por cento do projecto que ascende a um milhão de euros.

Americano cria sistema que derrete a neve das estradas




Rajib Mallick, professor de engenharia do Instituto Politécnico de Worcester, idealizou um sistema capaz de derreter a neve que se aloja nas estradas e que as tornam intransitáveis. Trata-se de uma rede de canalização sob as estradas com um fluído quente que serviria como fonte de calor e que resistiria ao congelamento.

De acordo com o projecto do investigador, este líquido seria aquecido pela luz solar e mantido em câmaras de isolamento térmico. Quando ocorressem nevões e a neve se acumulasse nas estradas, o fluído seria distribuído pela canalização, derretendo o gelo.
A estimativa de custos feita por Rajib Mallick indica que para a instalação deste sistema seriam gastos 25 mil dólares (mais de 18 mil euros) por cada cem metros de canalização. Contudo, o engenheiro americano acredita que o retorno deste investimento seria feito em seis meses.

Segundo o site
Ecofriend, outra ideia semelhante está já em desenvolvimento pela empresa Solar Roadways. Este projecto consiste na substituição do asfalto utilizado tradicionalmente nas estradas por painéis solares capazes de suportar a passagem de automóveis.

Este sistema iria produzir energia para a iluminação das estradas, para as estações de abastecimento de carros eléctricos e para aquecer a estrada, no caso de acumulação de neve. 

Investigadores criam veias artificiais




Um estudo recentemente publicado na Science Translational Medicine, avança que uma equipa de cientistas do Brody School of Medicine, da East Carolina University, foi bem-sucedida e conseguiu recriar uma veia composta por células do músculo liso das veias originais e que poderiam ser armazenadas até um ano, sendo posteriormente utilizadas em qualquer paciente, sem risco de rejeição.

Durante o seu crescimento, as células constroem seu próprio tecido de colagénio, provocando a ruptura da estrutura original. A equipa usou um detergente para aniquilar as células, permitindo que o tubo de colagénio restante pudesse ser implantado em qualquer pessoa, sem desencadear uma reacção imunológica.

Os tubos podem ser armazenados durante 12 meses e aquando dos testes em animais (babuínos), verificaram que o fluxo sanguíneo foi retomado normalmente após seis meses.

A possibilidade de armazenamento e de implantá-los em qualquer paciente deixou os cientistas bastante animados. Os investigadores esperam poder começar os testes em seres humanos já no próximo ano.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Protótipo português na Shell Eco Marathon




Um grupo de alunos de engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) construiu um protótipo que vai participar na prova Shell Eco Marathon, a 6 e 7 de Maio, na Alemanha. Trata-se de um veículo movido a hidrogénio que, depois do 23º lugar na prova do ano passado, vai agora tentar um lugar nos dez primeiros, entre centenas de concorrentes.

O HidrogenIST – nome dado ao veículo construído pelos alunos do IST – é constituído por um chassis tubular em alumínio, com a configuração de um triciclo – duas rodas dianteiras e uma roda traseira direccional e motriz – e um motor controlado por um circuito electrónico desenhado por elementos do grupo.
O coordenador do projecto, António Miguel, que também é aluno do IST, salienta que a iniciativa é extremamente útil para os alunos, que assim conseguem aliar as componentes teóricas e prática. Além disso, trata-se de uma iniciativa que permite a participação dos alunos numa prova como a Shell Eco Marathon, em que o grande objectivo é construir e testar um veículo ecológico capaz de percorrer a máxima distância com o mínimo de combustível.

Mapa-mundo 3D mais pequeno do mundo é do tamanho

Um grupo de cientistas da IBM em Zurique criou um mapa-mundo em três dimensões (3D) tão pequeno quanto um grão de sal. O feito foi possível graças a uma nova técnica que utiliza uma ponta de silício com 500 nanómetros de comprimento e apenas alguns nanómetros na sua extremidade, o que a torna 100 mil vezes mais fina do que a ponta afiada de um lápis.

Esta ponta é usada para criar padrões e estruturas com dimensões de até 15 nanómetros e recorre a uma nova técnica mais rápida, mais simples e mais barata do que as utilizadas em outros equipamentos.


Esta nova forma de criar estruturas nanométricas vai ajudar o desenvolvimento de objectos em nano-escala úteis em diversas áreas, assim como acelerar as investigações para o uso da nanotecnologia na medicina e na biotecnologia.

O primeiro é um mapa 3D completo do mundo é esculpido em polímero e mede apenas 22 micrómetros de largura por 11 micrómetros de altura, o equivalente ao tamanho de um grão de sal. No relevo, cada mil metros de altitude correspondem a oito nanómetros. O mapa tridimensional inteiro foi construído em apenas dois minutos e 23 segundos – muito pouco tempo comparativamente com as técnicas de manipulação disponíveis até então.

Película fotovoltaica transparente permite gerar energia em qualquer superfície

Com seis horas de exposição solar será possível, num futuro próximo, carregar telemóveis, e mesmo computadores, utilizando um “protector de ecrã” especial. O dispositivo chama-se WYSIPS e estará no mercado, segundo informações da companhia francesa com o mesmo nome, em 2012.

A tecnologia consiste em alternar na película faixas de células solares com uma superfície lenticular, um sistema semelhante aos ecrãs 3D em que não são necessários óculos, ou seja, as imagens holográficas.

WYSIPS são as iniciais de What you see is photovoltaic surface, ou seja, "o que se vê é uma superfície fotovoltaica". Na verdade, esta superfície tem a vantagem de ser invisível.


Segundo a companhia, esta é mesmo a primeira película fotovoltaica transparente. Desta forma, o material actua na absorção de energia sem cobrir o objecto que envolve.

A publicação online especializada em tecnologia – Engadget – testou o dispositivo e confirma que funciona. Na experiência foram gerados, aproximadamente, entre 1,2 e 2,5 volts.
O WYSIPS pode ser integrado tanto em ecrãs como em vidro, plástico ou mesmo velas, tornando o material fonte energia fotovoltaica. Telemóveis, computadores, roupas, livros, carros e mesmo casas poderão assim, estar constantemente a produzir energia.

Não é um OVNI, é um "carro voador"!

Não se trata ainda de uma realidade vulgar, mas este conceito, cada vez menos futurista, foi adoptado pelo governo americano que, com a ajuda do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University (CMU) e outras cinco entidades, quer conceber o "veículo TX - Transformer Program", um equipamento militar, que dispõe de um sistema de voo autónomo e que pode ser "pilotado" por leigos em aviação.






Segundo as previsões da Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) dos Estados Unidos, este novo equipamento poderá vir a ter a capacidade para transportar quatro pessoas e meia tonelada de carga num percurso de 250 milhas marítimas, por terra e ar. Além disso, a sua grande mobilidade vai permitir-lhe fazer movimentos menos previsíveis e adequar-se a um conjunto alargado de missões, como observação, vigilância, reposição, fornecimento ou evacuação médica.

Este projecto está ainda numa fase inicial em que as várias partes estão a realizar estudos de viabilidade e protótipos dos vários elementos do "veículo TX". Já foi construído um simulador de voo que pode ser testado com com vários sistemas de percepção (principalmente laser scanners) e de planeamento.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Inaugurada cabine telefónica para carregar carros eléctricos

Cabines telefónicas estão a ser adaptadas

Foi inaugurada a primeira cabine em Espanha, ao lado da sede da tecnológica Telefónica, em Madrid, um projecto que resultou de uma parceria entre a Endesa e a Telefónica.
Prevê-se que, em Dezembro, quando este projecto-piloto deverá estar concluído, estejam instalados equipamentos de recarga em 30 das 1700 cabines da capital que reúnem as características necessárias para o carregamento de automóveis eléctricos.

Por enquanto, os cartões de recarga são gratuitos e vão ser facultados pela autarquia, num projecto que representa um investimento da Endesa e da Telefónica entre os três e os seis mil euros por cabine.

Em Espanha existem 15 mil cabines - de um total de 60 mil
- que podem ser dotadas desta tecnologia sem que isso implique "obra civil acrescida", segundo explicou Guillermo Ansaldo, presidente da Telefónica espanhola, na apresentação de hoje.
Com este sistema, os proprietários de um carro eléctrico têm apenas de ligar o seu veículo a uma destas cabines e inserir o cartão de pagamento para recargas, indicando o tempo que desejam, que pode ir de uma a oito horas, o máximo que a bateria demora para se carregar totalmente. Com três horas de carregamento, a bateria fica a 60 por cento da sua capacidade.

O dispositivo de abastecimento bloqueia-se automaticamente ao ligar um veículo, de maneira a que o proprietário do carro não tenha de esperar junto da sua viatura até ao final do processo.
Em Portugal, em Junho de 2009, foi lançado o Programa de Mobilidade Eléctrica, uma rede de abastecimento de veículos eléctricos, uma das primeiras da Europa, que prevê a instalação de 320 locais de abastecimento de carros eléctricos em 2010 e 1300 daqui a dois anos.

TDT: Deco aprova descodificadores


A DECO actualizou ontem os resultados dos testes aos descodificadores para a Televisão Digital Terrestre (TDT), e concluiu que a imagem tem qualidade "mesmo quando as caixas estão ligadas a televisores convencionais".

Dos 32 equipamentos analisados nos novos testes, a DECO não recomenda cinco devido aos níveis de consumo de energia em 'stand-by'. "As caixas descodificadoras são essenciais para que os televisores mais antigos (não compatíveis com a norma MPEG4) possam receber a TDT, e terão que ser adquiridos por todas as pessoas que apenas recebem os quatro canais de televisão emitidos em sinal aberto", indica a A
utoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).




A substituição definitiva das transmissões analógicas pelas digitais acontecerá até 26 de Abril de 2012, no continente e regiões autónomas. Quem não tiver televisão por subscrição (cabo, fibra óptica, satélite ou IPTV), terá de comprar um televisor novo, com o sistema MPEG4, ou comprar um descodificador de sinal para cada televisor, à venda a partir de 35 euros.
A introdução da TDT em Portugal foi concessionada em concurso público à Portugal Telecom, que já garantiu a cobertura de 87 por cento do território português, sendo os restantes 13 por cento assegurados por satélite.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Central nuclear submarina

O grupo francês DCNS (de construções navais) apresentou recentemente o projecto de um novo reactor nuclear – Flexiblue – de pequeno porte e que será instalado no mar e que permitirá alimentar entre cem mil e um milhão de casas – o equivalente a uma cidade.
A tecnologia terá uma potência de 50 a 250 megawatts (contra 900 a 1200 de um reactor nuclear tradicional). O primeiro protótipo deverá ser lançado em 2013.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), 68 países já estão interessados a este acesso de energia nuclear civil. A demanda ascende os 200 reactores para os próximos anos. O conceito é simples e funcional: um tubo de cem metros de comprimento com 15 metros de largura, onde se integram uma caldeira nuclear e uma central eléctrica que transformem energia corrente.

Esta unidade de produção energética nuclear submergida a uns cem metros da superfície é de pequena potência e, por isso, económica. Os cabos, e sistemas auxiliares, encaminharão a electricidade produzida para a costa, que estará a quilómetros.


Economia e segurança


O projecto promete ser muito mais simples do que as centrais nucleares tradicionais e à medida que as necessidades de produção aumentem, mais ‘Flexiblues’ podem ser instalados lado a lado para criar uma espécie de quinta nuclear, defendem os responsáveis pelo projecto. A tecnologia depende de uma produção estandardizada, sem grandes construções e de desmantelamento simples e os custos de exploração são inferiores aos de um reactor convencional – o que torna a energia nuclear bastante competitiva face à eólica ou solar.

A tecnologia é atractiva, mas as questões de segurança são importantes, pois por exemplo, uma fuga no carburador radioactivo no oceano poderá destruir toda uma ecologia submarina numa região. Entretanto, a empresa está a trabalhar na protecção do reactor, onde o ‘coração’ será protegido por três barreiras: a bainha do combustível, o circuito primário e a concha. Ainda para evitar as agressões terá em redor uma rede que permitirá de cessar os torpedos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como funciona o mowie?

O "Mowie" tem por base uma tecnologia (em fase final de patente) que torna simples uma tarefa que parece possível apenas a humanos, isto é, analisarem tempo-real o movimento de um conjunto de pessoas.
O sistema "Mowie" é composto por uma câmara de vídeo que observa toda a plateia. Essa câmara é conectada a uma unidade de processamento que analisa os movimentos de cada pessoa observada, enviando o resultado para um computador que gere todo o conteúdo multimédia (jogo). Este computador projecta o jogo na tela ou ecrã, que desta forma é exibido aos espectadores.
Suportado na plataforma Linux e desenvolvida para os exigentes sistemas de segurança, o "Mowie" é um sistema extremamente robusto e fiável.
A unidade de processamento de movimentos foi concebida para funcionar durante 24 horas, 7 dias por semana, sendo resistente a impactos e vibrações, recuperando de forma automática em caso de quebras súbitas de energia.

Mowie - a nova tecnologia que irá alterar a forma de interagir nos videojogos (invenção Portuguesa)

A Exva, uma empresa “spin-off” da Universidade do Minho, desenvolveu uma tecnologia inovadora que irá alterar o conceito de como se processa a nossa interacção em jogos de vídeo.

O "Mowie" é uma nova tecnologia 100% nacional que almeja alterar a forma como interagimos com os jogos de computador. Este sistema inovador foi criado pela Exva, empresa com sede no Ave Park, nas Taipas, spin-off da Universidade do Minho, na qual Duarte Duque, responsável pelo projecto, fez o seu Doutoramento, cuja tese serviu para alicerçar as bases desta nova tecnologia.
O sistema consiste numa série de algoritmos de análise de processamento de imagem e vídeo, que irão transformar uma simples câmara de vídeo, num sensor para jogos inteligente. Este sistema já permite detectar volumes e movimentos, ou mesmo cor, e incorporar essa informação no “gameplay”. 
O "Mowie" está neste momento em fase de patenteamento internacional, e ainda não está previsto quando será comercializado.

O que é o mowie?

Esta tecnologia destina-se a espaços públicos, preferencialmente com um elevado número de pessoas, como por exemplo, cinemas, teatros, estádios ou espectáculos musicais , onde as marca serão promovidas através de jogos interactivos. Os jogos são desenvolvidos à medida de cada cliente, sendo de fácil e cativante interacção. Deste modo, o anunciante pode criar um jogo publicitário específico para o seu produto e que será jogado por toda uma plateia.
Resultado? A sua marca jamais será esquecida.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nova tecnologia touchscreen - Senseg



A Senseg, uma subsidiária da Toshiba Information Systems, desenvolveu uma nova tecnologia chamada de “a nova sensação na interface do usuário”.
A tecnologia apresentada na Embedded Systems Expo, feira de tecnologia de Sistemas Integrados, que acontece em Tóquio, no Japão, permitirá sentir a textura dos objetos apresentados na tela. Com um filme inserido sobre a tela touchscreen, impulsos eletromagnéticos são enviados a este filme e as digitais dos dedos são eletrificadas, estimulando assim a sensação de toque em diferentes superfícies.
A Toshiba afirma que será possível ter uma sensação tátil diferente, dependendo do que é tocado como a textura de uma pedra, grama, plástico ou areia, por exemplo. A nova tecnologia poderá ser aplicada em smartphones, PCs e Tablets e o custo de produção do filme ficará em torno de 0,2 dólares.
A Toshiba pretende disponibilizar em breve um SDK usando este sistema.
Abaixo, encontra-se o vídeo com a demonstração da tecnologia.

Portatil que sabe para onde o utilizador está a olhar

A Tobii Technology e a Lenovo desenvolveram um novo computador portátil com um sistema de rastreio dos olhos que pretende melhorar a interface na comunicação entre o computador e o utilizador.
As funções do sistema devem passar por mostrar a barra de tarefas quando o utilizador olha para a parte inferior do monitor e até mostrar a definição de uma palavra, quando o utilizador demorar mais tempo nessa palavra.
A passagem entre as janelas será mais rápida, bem como a diminuição do brilho do monitor, quando o utilizador não estiver a olhar para a mesma. Contudo, a nova tecnologia não tem como objectivo a substituição do rato ou do teclado, apenas pretendendo ser mais um meio de comunicação entre o utilizador e o computador.
A nova tecnologia vai ser sobretudo aproveitada nos videojogos, que vão ter maior dinamismo, através das interacções com as personagens que podem ser mais rápidas e eficazes.
O projecto é apresentado na CeBIT, a maior feira eléctronica do Mundo, que começou no dia 5 de Abril de 2011, em Hanover, na Alemanha.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carros que se moverão a células de combustível

A Daimler, detentora da marca Mercedes, acredita que os carros equipados com células de combustível vão ser tão económicos quanto os veículos diesel híbridos em 2015.

Carros com célula de combustível acessíveis em 2015

Em declarações feitas à Automotive News Europe, Herbert Kohler, responsável pela área de mobilidade futura da Daimler, afirmou que os carros equipados com células de combustível vão ter um preço semelhante aos automóveis híbridos com motor diesel de quatro cilindros. Segundo o mesmo responsável, "o custo de produção das células de combustível vai baixar rapidamente nos próximos anos", ao ponto de, dentro de cinco anos, os carros equipados com esta tecnologia se tornarem mais baratos do que os carros eléctricos de características semelhantes.


Recorde-se que as células de combustível são dispositivos electroquímicos, que convertem energia de um combustível em energia eléctrica. Nas células de combustível de hidrogénio, como as que estão a ser estudadas para uso nos automóveis, o único produto da reacção é vapor de água, o que significa que não é libertado qualquer elemento poluente para a atmosfera.

Como produzir ecrãs tacteis mais baratos

Os ecrãs tácteis produzidos actualmente envolvem a utilização de óxido de índio e estanho. Segundo a equipa de cientistas do Instituto Fraunhofer, as fontes de índio são escassas o que aumenta o custo do metal.

De acordo com a PcPro, os investigadores afirmam que a nova tecnologia permite produzir ecrãs de qualidade a partir de materiais baratos, que existem em grande quantidade. Os principais componentes empregues pela nova tecnologia são os nanotubos de carbono e os polímeros de baixo custo.

O processo utilizado pelos cientistas vai permitir a produção de ecrãs de plástico uma vez que o carbono torna o material mais resistente. A equipa de investigadores admitiu, no entanto, que a sensibilidade ao toque nos ecrãs de plástico é menor que aqueles produzidos com óxido de índio e estanho.

Aterrar helicopetros em 3D na realidade

Cientistas do laboratório lideraram o desenvolvimento técnico do programa que diminui o "brownout", baixa visibilidade na aterragem de helicópteros causada pela areia, pela poeira ou pela neve circulando no ar no momento da aterragem.

Com engenheiros da fabricante de helicópteros Agusta Westland, os profissionais do laboratório analisaram dados para entender o que acontece durante o "brownout" e identificar a causa. Eles também trabalharam para que o software faça uma avaliação rápida das soluções para a falta de visibilidade e para que simulasse a tentativa de pouso. Um display no capacete no piloto mostra uma representação virtual em três dimensões da área onde será feito o desembarque criada pelo software.
O tamanho das imagens que são mostradas no display do capacete vão sendo ampliadas, aproximando-as do tamanho real, e também fornecem informações relevantes que permitem que o piloto analise rapidamente a altura, a velocidade e vento. As informações enviadas ao piloto acabam substituindo a visão real do solo quando este está coberto pela areia ou pela poeira.
"O desenvolvimento do sistema vai permitir que os pilotos aterrem com mais segurança nessas condições, dando melhores referências quando eles estariam cegos", disse o major britânico John Peters, que tinha demonstrado muita preocupação com a aterragem de helicópteros ingleses no Afeganistão.
A tecnologia já foi demonstrada em um evento para as forças armadas britânicas em Londres e foi aprovada pelos militares da Inglaterra. O sistema ainda precisa seguir todos os procedimentos de aprovação das autoridades britânicas para poder ser usado nas frentes do Afeganistão.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

IBM cria Instituto para Segurança Avançada na Europa

A IBM anunciou hoje a criação do Instituto para Segurança Avançada na Europa, uma expansão da sua iniciativa para disponibilizar a governos e empresas uma rede global de investigação em segurança, serviços, software e conhecimentos de tecnologia.

Baseado em Bruxelas
, o espaço foi concebido para responder a questões relacionadas com a segurança no espaço cibernético, através da ligação a governos e empresas do sector privado, académicos e parceiros de negócio com conhecimentos IBM em investigação, serviços, software e tecnologia; ajudar a abordar a nova tecnologia de segurança em várias áreas como análise de negócio, tecnologia sensível à protecção de identidade e encriptação; e disponibilizar recursos, incluindo podcasts, especialização X-Force, blogs e melhores práticas que abordem questões crescentes de segurança cibernética, cloud computing e gestão de dispositivos.

Primeiro dispositivo móvel para diagnosticar doenças tropicais

Um projecto brasileiro, que conta com a participação da Universidade de Aveiro, pretende desenvolver um pequeno aparelho móvel de baixo custo, semelhante aos medidores de glicemia,  mas para o diagnóstico de doenças infecciosas (algumas tropicais) como a leishmaniose, o dengue, a malária, o HIV ou a doença de chagas.


O objectivo deste dispositivo é que, "com uma pequena gota de sangue se seja capaz de discriminar  a patologia em questão, num teste rápido que revela o diagnóstico na hora", explicou ao "Ciência Hoje" Andrei Kholkin, investigador coordenador do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO), que lidera a equipa portuguesa que vai integrar este projecto.

Matemática explica golo maravilha de Roberto Carlos



O golo marcado pelo brasileiro Roberto Carlos num jogo contra França, em 1998, é considerado uma das maravilhas do futebol. A bola curvou de uma forma que deixou o guarda-redes Fabian Barthez estático.


O que para muitos foi considerado um golpe de sorte, tem uma explicação matemática e quem o afirmou foi o professor Eduardo Marques de Sá, na conferência que deu ontem na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), intitulada ‘Euler, Roberto Carlos e o golo-maravilha’.
O golo maravilha de Roberto Carlos “tem três protagonistas: o Roberto Carlos, a bola e o ar”. A característica deste golo inclui “uma bola que curva e no final da sua trajectória tem um aumento de curvatura”. Para Eduardo Marques de Sá, “este fenómeno de uma bola que é disparada em linha recta e que depois começa a encurvar e consegue fintar o guarda-redes é muito interessante”.