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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Película fotovoltaica transparente permite gerar energia em qualquer superfície

Com seis horas de exposição solar será possível, num futuro próximo, carregar telemóveis, e mesmo computadores, utilizando um “protector de ecrã” especial. O dispositivo chama-se WYSIPS e estará no mercado, segundo informações da companhia francesa com o mesmo nome, em 2012.

A tecnologia consiste em alternar na película faixas de células solares com uma superfície lenticular, um sistema semelhante aos ecrãs 3D em que não são necessários óculos, ou seja, as imagens holográficas.

WYSIPS são as iniciais de What you see is photovoltaic surface, ou seja, "o que se vê é uma superfície fotovoltaica". Na verdade, esta superfície tem a vantagem de ser invisível.


Segundo a companhia, esta é mesmo a primeira película fotovoltaica transparente. Desta forma, o material actua na absorção de energia sem cobrir o objecto que envolve.

A publicação online especializada em tecnologia – Engadget – testou o dispositivo e confirma que funciona. Na experiência foram gerados, aproximadamente, entre 1,2 e 2,5 volts.
O WYSIPS pode ser integrado tanto em ecrãs como em vidro, plástico ou mesmo velas, tornando o material fonte energia fotovoltaica. Telemóveis, computadores, roupas, livros, carros e mesmo casas poderão assim, estar constantemente a produzir energia.

Não é um OVNI, é um "carro voador"!

Não se trata ainda de uma realidade vulgar, mas este conceito, cada vez menos futurista, foi adoptado pelo governo americano que, com a ajuda do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University (CMU) e outras cinco entidades, quer conceber o "veículo TX - Transformer Program", um equipamento militar, que dispõe de um sistema de voo autónomo e que pode ser "pilotado" por leigos em aviação.






Segundo as previsões da Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) dos Estados Unidos, este novo equipamento poderá vir a ter a capacidade para transportar quatro pessoas e meia tonelada de carga num percurso de 250 milhas marítimas, por terra e ar. Além disso, a sua grande mobilidade vai permitir-lhe fazer movimentos menos previsíveis e adequar-se a um conjunto alargado de missões, como observação, vigilância, reposição, fornecimento ou evacuação médica.

Este projecto está ainda numa fase inicial em que as várias partes estão a realizar estudos de viabilidade e protótipos dos vários elementos do "veículo TX". Já foi construído um simulador de voo que pode ser testado com com vários sistemas de percepção (principalmente laser scanners) e de planeamento.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Inaugurada cabine telefónica para carregar carros eléctricos

Cabines telefónicas estão a ser adaptadas

Foi inaugurada a primeira cabine em Espanha, ao lado da sede da tecnológica Telefónica, em Madrid, um projecto que resultou de uma parceria entre a Endesa e a Telefónica.
Prevê-se que, em Dezembro, quando este projecto-piloto deverá estar concluído, estejam instalados equipamentos de recarga em 30 das 1700 cabines da capital que reúnem as características necessárias para o carregamento de automóveis eléctricos.

Por enquanto, os cartões de recarga são gratuitos e vão ser facultados pela autarquia, num projecto que representa um investimento da Endesa e da Telefónica entre os três e os seis mil euros por cabine.

Em Espanha existem 15 mil cabines - de um total de 60 mil
- que podem ser dotadas desta tecnologia sem que isso implique "obra civil acrescida", segundo explicou Guillermo Ansaldo, presidente da Telefónica espanhola, na apresentação de hoje.
Com este sistema, os proprietários de um carro eléctrico têm apenas de ligar o seu veículo a uma destas cabines e inserir o cartão de pagamento para recargas, indicando o tempo que desejam, que pode ir de uma a oito horas, o máximo que a bateria demora para se carregar totalmente. Com três horas de carregamento, a bateria fica a 60 por cento da sua capacidade.

O dispositivo de abastecimento bloqueia-se automaticamente ao ligar um veículo, de maneira a que o proprietário do carro não tenha de esperar junto da sua viatura até ao final do processo.
Em Portugal, em Junho de 2009, foi lançado o Programa de Mobilidade Eléctrica, uma rede de abastecimento de veículos eléctricos, uma das primeiras da Europa, que prevê a instalação de 320 locais de abastecimento de carros eléctricos em 2010 e 1300 daqui a dois anos.

TDT: Deco aprova descodificadores


A DECO actualizou ontem os resultados dos testes aos descodificadores para a Televisão Digital Terrestre (TDT), e concluiu que a imagem tem qualidade "mesmo quando as caixas estão ligadas a televisores convencionais".

Dos 32 equipamentos analisados nos novos testes, a DECO não recomenda cinco devido aos níveis de consumo de energia em 'stand-by'. "As caixas descodificadoras são essenciais para que os televisores mais antigos (não compatíveis com a norma MPEG4) possam receber a TDT, e terão que ser adquiridos por todas as pessoas que apenas recebem os quatro canais de televisão emitidos em sinal aberto", indica a A
utoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).




A substituição definitiva das transmissões analógicas pelas digitais acontecerá até 26 de Abril de 2012, no continente e regiões autónomas. Quem não tiver televisão por subscrição (cabo, fibra óptica, satélite ou IPTV), terá de comprar um televisor novo, com o sistema MPEG4, ou comprar um descodificador de sinal para cada televisor, à venda a partir de 35 euros.
A introdução da TDT em Portugal foi concessionada em concurso público à Portugal Telecom, que já garantiu a cobertura de 87 por cento do território português, sendo os restantes 13 por cento assegurados por satélite.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Central nuclear submarina

O grupo francês DCNS (de construções navais) apresentou recentemente o projecto de um novo reactor nuclear – Flexiblue – de pequeno porte e que será instalado no mar e que permitirá alimentar entre cem mil e um milhão de casas – o equivalente a uma cidade.
A tecnologia terá uma potência de 50 a 250 megawatts (contra 900 a 1200 de um reactor nuclear tradicional). O primeiro protótipo deverá ser lançado em 2013.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), 68 países já estão interessados a este acesso de energia nuclear civil. A demanda ascende os 200 reactores para os próximos anos. O conceito é simples e funcional: um tubo de cem metros de comprimento com 15 metros de largura, onde se integram uma caldeira nuclear e uma central eléctrica que transformem energia corrente.

Esta unidade de produção energética nuclear submergida a uns cem metros da superfície é de pequena potência e, por isso, económica. Os cabos, e sistemas auxiliares, encaminharão a electricidade produzida para a costa, que estará a quilómetros.


Economia e segurança


O projecto promete ser muito mais simples do que as centrais nucleares tradicionais e à medida que as necessidades de produção aumentem, mais ‘Flexiblues’ podem ser instalados lado a lado para criar uma espécie de quinta nuclear, defendem os responsáveis pelo projecto. A tecnologia depende de uma produção estandardizada, sem grandes construções e de desmantelamento simples e os custos de exploração são inferiores aos de um reactor convencional – o que torna a energia nuclear bastante competitiva face à eólica ou solar.

A tecnologia é atractiva, mas as questões de segurança são importantes, pois por exemplo, uma fuga no carburador radioactivo no oceano poderá destruir toda uma ecologia submarina numa região. Entretanto, a empresa está a trabalhar na protecção do reactor, onde o ‘coração’ será protegido por três barreiras: a bainha do combustível, o circuito primário e a concha. Ainda para evitar as agressões terá em redor uma rede que permitirá de cessar os torpedos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como funciona o mowie?

O "Mowie" tem por base uma tecnologia (em fase final de patente) que torna simples uma tarefa que parece possível apenas a humanos, isto é, analisarem tempo-real o movimento de um conjunto de pessoas.
O sistema "Mowie" é composto por uma câmara de vídeo que observa toda a plateia. Essa câmara é conectada a uma unidade de processamento que analisa os movimentos de cada pessoa observada, enviando o resultado para um computador que gere todo o conteúdo multimédia (jogo). Este computador projecta o jogo na tela ou ecrã, que desta forma é exibido aos espectadores.
Suportado na plataforma Linux e desenvolvida para os exigentes sistemas de segurança, o "Mowie" é um sistema extremamente robusto e fiável.
A unidade de processamento de movimentos foi concebida para funcionar durante 24 horas, 7 dias por semana, sendo resistente a impactos e vibrações, recuperando de forma automática em caso de quebras súbitas de energia.

Mowie - a nova tecnologia que irá alterar a forma de interagir nos videojogos (invenção Portuguesa)

A Exva, uma empresa “spin-off” da Universidade do Minho, desenvolveu uma tecnologia inovadora que irá alterar o conceito de como se processa a nossa interacção em jogos de vídeo.

O "Mowie" é uma nova tecnologia 100% nacional que almeja alterar a forma como interagimos com os jogos de computador. Este sistema inovador foi criado pela Exva, empresa com sede no Ave Park, nas Taipas, spin-off da Universidade do Minho, na qual Duarte Duque, responsável pelo projecto, fez o seu Doutoramento, cuja tese serviu para alicerçar as bases desta nova tecnologia.
O sistema consiste numa série de algoritmos de análise de processamento de imagem e vídeo, que irão transformar uma simples câmara de vídeo, num sensor para jogos inteligente. Este sistema já permite detectar volumes e movimentos, ou mesmo cor, e incorporar essa informação no “gameplay”. 
O "Mowie" está neste momento em fase de patenteamento internacional, e ainda não está previsto quando será comercializado.

O que é o mowie?

Esta tecnologia destina-se a espaços públicos, preferencialmente com um elevado número de pessoas, como por exemplo, cinemas, teatros, estádios ou espectáculos musicais , onde as marca serão promovidas através de jogos interactivos. Os jogos são desenvolvidos à medida de cada cliente, sendo de fácil e cativante interacção. Deste modo, o anunciante pode criar um jogo publicitário específico para o seu produto e que será jogado por toda uma plateia.
Resultado? A sua marca jamais será esquecida.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nova tecnologia touchscreen - Senseg



A Senseg, uma subsidiária da Toshiba Information Systems, desenvolveu uma nova tecnologia chamada de “a nova sensação na interface do usuário”.
A tecnologia apresentada na Embedded Systems Expo, feira de tecnologia de Sistemas Integrados, que acontece em Tóquio, no Japão, permitirá sentir a textura dos objetos apresentados na tela. Com um filme inserido sobre a tela touchscreen, impulsos eletromagnéticos são enviados a este filme e as digitais dos dedos são eletrificadas, estimulando assim a sensação de toque em diferentes superfícies.
A Toshiba afirma que será possível ter uma sensação tátil diferente, dependendo do que é tocado como a textura de uma pedra, grama, plástico ou areia, por exemplo. A nova tecnologia poderá ser aplicada em smartphones, PCs e Tablets e o custo de produção do filme ficará em torno de 0,2 dólares.
A Toshiba pretende disponibilizar em breve um SDK usando este sistema.
Abaixo, encontra-se o vídeo com a demonstração da tecnologia.

Portatil que sabe para onde o utilizador está a olhar

A Tobii Technology e a Lenovo desenvolveram um novo computador portátil com um sistema de rastreio dos olhos que pretende melhorar a interface na comunicação entre o computador e o utilizador.
As funções do sistema devem passar por mostrar a barra de tarefas quando o utilizador olha para a parte inferior do monitor e até mostrar a definição de uma palavra, quando o utilizador demorar mais tempo nessa palavra.
A passagem entre as janelas será mais rápida, bem como a diminuição do brilho do monitor, quando o utilizador não estiver a olhar para a mesma. Contudo, a nova tecnologia não tem como objectivo a substituição do rato ou do teclado, apenas pretendendo ser mais um meio de comunicação entre o utilizador e o computador.
A nova tecnologia vai ser sobretudo aproveitada nos videojogos, que vão ter maior dinamismo, através das interacções com as personagens que podem ser mais rápidas e eficazes.
O projecto é apresentado na CeBIT, a maior feira eléctronica do Mundo, que começou no dia 5 de Abril de 2011, em Hanover, na Alemanha.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carros que se moverão a células de combustível

A Daimler, detentora da marca Mercedes, acredita que os carros equipados com células de combustível vão ser tão económicos quanto os veículos diesel híbridos em 2015.

Carros com célula de combustível acessíveis em 2015

Em declarações feitas à Automotive News Europe, Herbert Kohler, responsável pela área de mobilidade futura da Daimler, afirmou que os carros equipados com células de combustível vão ter um preço semelhante aos automóveis híbridos com motor diesel de quatro cilindros. Segundo o mesmo responsável, "o custo de produção das células de combustível vai baixar rapidamente nos próximos anos", ao ponto de, dentro de cinco anos, os carros equipados com esta tecnologia se tornarem mais baratos do que os carros eléctricos de características semelhantes.


Recorde-se que as células de combustível são dispositivos electroquímicos, que convertem energia de um combustível em energia eléctrica. Nas células de combustível de hidrogénio, como as que estão a ser estudadas para uso nos automóveis, o único produto da reacção é vapor de água, o que significa que não é libertado qualquer elemento poluente para a atmosfera.

Como produzir ecrãs tacteis mais baratos

Os ecrãs tácteis produzidos actualmente envolvem a utilização de óxido de índio e estanho. Segundo a equipa de cientistas do Instituto Fraunhofer, as fontes de índio são escassas o que aumenta o custo do metal.

De acordo com a PcPro, os investigadores afirmam que a nova tecnologia permite produzir ecrãs de qualidade a partir de materiais baratos, que existem em grande quantidade. Os principais componentes empregues pela nova tecnologia são os nanotubos de carbono e os polímeros de baixo custo.

O processo utilizado pelos cientistas vai permitir a produção de ecrãs de plástico uma vez que o carbono torna o material mais resistente. A equipa de investigadores admitiu, no entanto, que a sensibilidade ao toque nos ecrãs de plástico é menor que aqueles produzidos com óxido de índio e estanho.

Aterrar helicopetros em 3D na realidade

Cientistas do laboratório lideraram o desenvolvimento técnico do programa que diminui o "brownout", baixa visibilidade na aterragem de helicópteros causada pela areia, pela poeira ou pela neve circulando no ar no momento da aterragem.

Com engenheiros da fabricante de helicópteros Agusta Westland, os profissionais do laboratório analisaram dados para entender o que acontece durante o "brownout" e identificar a causa. Eles também trabalharam para que o software faça uma avaliação rápida das soluções para a falta de visibilidade e para que simulasse a tentativa de pouso. Um display no capacete no piloto mostra uma representação virtual em três dimensões da área onde será feito o desembarque criada pelo software.
O tamanho das imagens que são mostradas no display do capacete vão sendo ampliadas, aproximando-as do tamanho real, e também fornecem informações relevantes que permitem que o piloto analise rapidamente a altura, a velocidade e vento. As informações enviadas ao piloto acabam substituindo a visão real do solo quando este está coberto pela areia ou pela poeira.
"O desenvolvimento do sistema vai permitir que os pilotos aterrem com mais segurança nessas condições, dando melhores referências quando eles estariam cegos", disse o major britânico John Peters, que tinha demonstrado muita preocupação com a aterragem de helicópteros ingleses no Afeganistão.
A tecnologia já foi demonstrada em um evento para as forças armadas britânicas em Londres e foi aprovada pelos militares da Inglaterra. O sistema ainda precisa seguir todos os procedimentos de aprovação das autoridades britânicas para poder ser usado nas frentes do Afeganistão.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

IBM cria Instituto para Segurança Avançada na Europa

A IBM anunciou hoje a criação do Instituto para Segurança Avançada na Europa, uma expansão da sua iniciativa para disponibilizar a governos e empresas uma rede global de investigação em segurança, serviços, software e conhecimentos de tecnologia.

Baseado em Bruxelas
, o espaço foi concebido para responder a questões relacionadas com a segurança no espaço cibernético, através da ligação a governos e empresas do sector privado, académicos e parceiros de negócio com conhecimentos IBM em investigação, serviços, software e tecnologia; ajudar a abordar a nova tecnologia de segurança em várias áreas como análise de negócio, tecnologia sensível à protecção de identidade e encriptação; e disponibilizar recursos, incluindo podcasts, especialização X-Force, blogs e melhores práticas que abordem questões crescentes de segurança cibernética, cloud computing e gestão de dispositivos.

Primeiro dispositivo móvel para diagnosticar doenças tropicais

Um projecto brasileiro, que conta com a participação da Universidade de Aveiro, pretende desenvolver um pequeno aparelho móvel de baixo custo, semelhante aos medidores de glicemia,  mas para o diagnóstico de doenças infecciosas (algumas tropicais) como a leishmaniose, o dengue, a malária, o HIV ou a doença de chagas.


O objectivo deste dispositivo é que, "com uma pequena gota de sangue se seja capaz de discriminar  a patologia em questão, num teste rápido que revela o diagnóstico na hora", explicou ao "Ciência Hoje" Andrei Kholkin, investigador coordenador do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO), que lidera a equipa portuguesa que vai integrar este projecto.

Matemática explica golo maravilha de Roberto Carlos



O golo marcado pelo brasileiro Roberto Carlos num jogo contra França, em 1998, é considerado uma das maravilhas do futebol. A bola curvou de uma forma que deixou o guarda-redes Fabian Barthez estático.


O que para muitos foi considerado um golpe de sorte, tem uma explicação matemática e quem o afirmou foi o professor Eduardo Marques de Sá, na conferência que deu ontem na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), intitulada ‘Euler, Roberto Carlos e o golo-maravilha’.
O golo maravilha de Roberto Carlos “tem três protagonistas: o Roberto Carlos, a bola e o ar”. A característica deste golo inclui “uma bola que curva e no final da sua trajectória tem um aumento de curvatura”. Para Eduardo Marques de Sá, “este fenómeno de uma bola que é disparada em linha recta e que depois começa a encurvar e consegue fintar o guarda-redes é muito interessante”.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Via verde



É considerada uma das maiores invenções made in Portugal dos últimos anos, mas nunca foi registada. No início da década de 1990, a Brisa criou a Via Verde e tornou-se a primeira empresa do mundo a desenvolver um sistema de portagem automática aplicável de forma universal a todo o país, independentemente da autoestrada utilizada, do local de entrada e saída ou da instituição bancária associada à conta do automobilista.

A tecnologia baseada em radiofrequência era de origem norueguesa, mas a ideia de a aplicar ao sistema de portagens, através de uma antena e de um identificador, foi nacional e totalmente pioneira. No entanto, a empresa não ficou com quaisquer direitos sobre a invenção, uma vez que nunca a registou. "Não pedimos a patente porque, na altura, o registo de patentes em Portugal ainda estava muito verde e havia pouco conhecimento sobre a forma como as coisas se faziam. Foi uma pena", lamenta Jorge Sales Gomes, director do departamento de inovação da Brisa.

Se tivesse a patente internacional da invenção, "a Brisa seria atualmente um gigante mundial", assegura António Campinos, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Não é caso para menos. Ainda hoje, a Brisa é todos os meses contactada por empresários do mundo inteiro - dos EUA à Austrália, do Brasil à África do Sul - interessados em perceber melhor como o sistema funciona para poderem também aplicá-lo nos seus países. Mas a empresa aprendeu a lição.

Agora, tem advogados especialistas em patentes e um departamento de inovação que trabalha com uma rede de 60 investigadores. Acabou de ganhar a patente nacional de um sistema de reconhecimento automático de matrículas para cobrança eletrónica de portagens e já pediu a extensão dos direitos para os Estados Unidos e para todo o mercado europeu.

O quilo está mais leve!

Cientistas de todo o mundo reúnem-se esta semana na  Royal Society de Londres para redefinir o quilograma, uma medida do Sistema Internacional de Unidades (SI), que tem como referência um dispositivo material. 

O SI é o sistema mais utilizado no mundo para medir grandezas, contando com  várias unidades, entre as quais o metro, o quilograma, o segundo e o ampere. Estas são utilizadas para expressar as magnitude físicas definidas como básicas, a partir das quais se determinam as demais. Embora devessem manter-se inalteradas ao longo do tempo, tal não acontece com o quilograma por ter como referência uma peça cilíndrica de platina. 


Trata-se de um objecto fabricado em Londres em 1879, mas que se encontra na Oficina Internacional de Pesos e Medidas de Paris, desde 1898. A sua massa e peso foram variando ao longo do último século, mas os cientistas ainda não encontraram explicação para este fenómeno. De acordo com as medições dos últimos cem anos, o peso deste protótipo internacional pode ter variado aproximadamente 50 microgramas, o equivalente ao peso de um grão de areia de 0,4 milímetros.

Máquina de Raios-X eleita a melhor invenção de sempre

A máquina de raios-X foi eleita a melhor invenção de sempre, numa votação promovida pelo Museu de Ciências de Londres. Criado em 1895, este aparelho ganhou dez mil dos 50 mil votos que o museu recebeu nesta eleição que propunha aos eleitores reflectirem sobre o impacto das invenções ao longo dos tempos.

Andy Adam, presidente do Royal College of Radiologists, mostrou-se satisfeito com o resultado, pois considera que este mecanismo revolucionou a Medicina, no sentido de ter possibilitado a visualização do interior do corpo humano, sem para que isso fosse necessário abri-lo.

"A tecnologia na radiologia avançou tanto que estamos prestes a chegar à era do paciente transparente”, afirmou.






A Medicina foi a área melhor posicionada nesta votação, tendo ocupado todos os lugares do “pódio”. Em segundo lugar ficou a penicilina e em terceiro, a descoberta da estrutura do ADN. Entre as dez invenções mais votadas estão ainda a Apollo 10, a máquina a vapor e o telégrafo.


Esta eleição foi realizada no âmbito do centenário do Museu de Ciências de Londres, local onde os objectos mais votados estão expostos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Torre Eiffel ‘verde’ para Taiwan

As características básicas assemelham-se às da Torre Eiffel, mas distingue-se por elevadores auto-sustentados por balões de hélio, além de serem construídos com materiais leves (emprestado da indústria de naves espaciais), envoltos por uma espécie de membrana de última geração (PTFE) que os faz deslizar na vertical numa faixa colocada num campo electromagnético.



A curiosa construção, desenhada por DSBA e Upgrade Studio, venceu o Concurso Internacional para a nova Torre de Observação de Taiwan. Os elevadores são do estilo zeppelin e deslizam numa espécie de “tronco”, servindo de plataformas de observação ou mirante sobre Taiwan. A torre irá ser composta por oito células e cada uma poderá levar 50 a 80 pessoas.

Solowheel é um novo veículo urbano facilmente transportável

Depois do Segway, o veículo urbano eléctrico de duas rodas que funciona a partir do equilíbrio do indivíduo que o utiliza, chega agora o Solowheel. Ainda mais minimalista do que o primeiro, este, como o próprio nome indica, tem apenas uma roda. Utiliza-se como um tradicional monociclo, mas não é preciso dar aos pedais.

O ecológico Solowheel é a mais recente invenção da Investist, companhia especializada na concepção de dispositivos orientados para a deslocação em ambiente urbano. Este monociclo eléctrico é “auto-equilibrado” e opera através da tecnologia giroscópia. O motor é de 1000 watts e a bateria de íon de lítio recarregável.

Segundo anuncia o fabricante, a bateria – que demora 45 minutos a carregar – tem uma autonomia de duas horas e pode recarrega-se mesmo em andamento, durante uma descida. Mais prático do que o Segway, pesa apenas nove quilogramas e tem uma base de apoio para os pés, em cada lado da roda, e uma pega para ser facilmente transportado à mão

Demonstração do Solowheel:
http://www.youtube.com/watch?v=WyXq2qXqRfw&feature=player_embedded

Cidade de inovação vai nascer nos arredores de Moscovo

O grande centro de investigação e inovação que os dirigentes russos pretendem construir à imagem do californiano Silicon Valley será concretizado nos arredores de Moscovo, a partir de um projecto francês. O anúncio foi feito pelo responsável do projecto, o multimilionário Viktor Vekselberg.

O gabinete de estudos e concepção AREP ganhou o concurso para a construção em Skolkovo de uma “cidade da inovação”, designada Inogrado, à semelhança de Leninegrado ou Estalinegrado.

O projecto prevê também o ordenamento de um grande espaço comum no centro de Skolkovo, onde será construída nomeadamente uma universidade para investigações. Os investimentos necessários estão estimados entre 180 mil milhões a 200 mil milhões de rublos (4,3 mil milhões a 4,8 mil milhões de euros).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Duracell MYGRID™

A Duracell apresentou uma novidade interessante para recarregar os seus aparelhos, onde basta colocar os aparelhos em cima do Duracell MyGrid para ter a bateria carregada, e sem fios.
O Duracell MyGrid possui esse “grid” de energia que é ligado à rede elétrica através de um cabo de energia convencional, e que pode recarregar até 4 aparelhos ao mesmo tempo. A única exigência é que seja colocado em cada aparelho um Power Sleeve (um tipo de luva) ou Power Clip (um tipo de clipe), que são conectados ao aparelho via miniUSB para depois serem colocados sobre o MyGrid.

O Duracell MyGrid já está disponível no mercado europeu por 39,99 euros e os acessórios para cada aparelho custam 29,99 euros.

Google cria serviço de pagamento por telemóvel

A Google vai iniciar testes de um novo serviço de pagamento através de telemóvel em lojas e supermercados de Nova Iorque e San Francisco. A novidade permitirá que os clientes usem o telefone para pagar compras através de um sistema de cobrança instalado, a cargo da companhia do servidor, que administrará os registos de pagamento a partir de telemóveis. Os primeiros testes começam daqui quatro meses, segundo o site da Bloomberg.
Caso este projecto seja bem-sucedido, a Google irá alargá-lo para outras cidades e lojas.
A Nokia e a RIM estão a preparar modelos que já a incorporam. Mas a Apple, por exemplo, mantém a resistência e o próximo iPhone sairá sem NFC.

Projecto português "mala segura"

O transporte de passageiros e bagagem envolve vários problemas no âmbito da gestão e segurança dos mesmos. Para aumentar a segurança associada a uma mala, é necessário assegurar a sua identificação e a sua rastreabilidade. Estes são dois aspectos relevantes relativamente à segurança associada às malas durante o seu transporte.
No sentido de contribuir para resolver o problema das bagagens perdidas, diferentes companhias aéreas, empresas gestoras de aeroportos e de tecnologia de comunicações têm desenvolvido experiências para aplicar novas tecnologias para monitorizar a bagagem, com o propósito de melhorar a segurança e satisfação dos passageiros. Estes sistemas usam tipicamente etiquetas que são colocadas no exterior da mala por elementos da companhia aérea, durante o check-in.